13 de junho de 2026

Extrema direita comemora possível reabertura do caso Odebrecht, mas Trump pode expor falcatruas da Lava Jato

Motivada por retaliação interna nos EUA, ação deve expor cooperação ilegal da Força-Tarefa e as ilegalidades de Deltan Dallagnol
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A extrema direita brasileira recebeu com entusiasmo a reabertura do caso Odebrecht nos Estados Unidos, vendo uma oportunidade de atingir Lula. A realidade, porém, é outra. O alvo da vez é Andrew Weissmann, ex-promotor que chefiou investigações contra Trump nos EUA, e a ofensiva pode acabar se voltando contra os protagonistas da Lava Jato no Brasil.

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A análise é de Fabio de Sa e Silva, no Intercept. O movimento começou com uma carta de Ed Martin, advogado de réus da invasão ao Capitólio e indicado por Trump ao Departamento de Justiça, enviada a Weissmann para questionar o acordo da Odebrecht nos Estados Unidos.

A empresa brasileira, processada sob o Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), aceitou pagar US$ 3,5 bilhões em multas nos EUA, Brasil e Suíça. Martin critica a forma do acordo, que agrupou os pagamentos por país sem detalhar os valores por obra, prejudicando, segundo ele, o direito das vítimas à reparação.

Embora a carta tenha motivação doméstica, retaliação de Trump a Weissmann por sua atuação no caso russo e na investigação Mueller, seu efeito no Brasil pode ser devastador, sim, mas não para Lula.

As mesmas críticas de Martin se aplicam à Lava Jato: sigilo excessivo, cláusulas obscuras e falta de transparência em acordos que Deltan Dallagnol e a Força-Tarefa mantiveram, deixando provas inacessíveis a procuradores de outras jurisdições, à imprensa e à sociedade civil. Poderão vir à tona documentos que comprovem a “cooperação selvagem” da Lava Jato com autoridades americanas, sem respaldo legal no Brasil.

Mensagens da Vaza Jato e da Operação Spoofing, obtidos pelo GGN, já revelaram indícios dessa prática, mas o Judiciário brasileiro ainda não cumpriu seu papel na responsabilização dos procuradores. Agora, a máquina de Trump ameaça documentar oficialmente essas irregularidades, desmantelando a narrativa de lisura da extinta Lava Jato.

O legado de Dallagnol e de sua equipe, até aqui protegido por omissões e silêncios institucionais, torna-se cada vez mais insustentável. Enquanto a extrema direita celebra uma vitória em sua realidade paralela, acabou dando força a uma investigação que pode atingir justamente aqueles que exaltava.

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4 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    16 de outubro de 2025 7:34 am

    A reabertura do caso da Odebrecht seria uma vitória de Pirro da extrema direita?

    Como eles são estúpidos.

    Uma Mulher me disse que o maior sonho de consumo de uma Mulher que se preza era a minha barriga. Eu perguntei: Só a barriga?

  2. AMBAR

    16 de outubro de 2025 7:56 pm

    Lula não pode terminar seus mandatos sem vingar a lava-jato. Queremos viver pra ver. Moro e seus miquinhos amestrados não podem sair ilesos dessa patranha. Hei de ver.

  3. Renato Paulo

    22 de outubro de 2025 8:10 am

    Seria uma Boa Reabrir a Lava-Jato, o Mensalão, o caso da Odebrecht, só para não ter mais dúvidas do tanto de bandidos que a Justiça soltou depois que acabaram com tais operações… Corre o risco de todos os ex- condenados voltarem a serem condenados novamente… Q Beleza seria!…

  4. José Bastos

    4 de novembro de 2025 1:55 pm

    Se o Trump for ao banheiro não precisa de papel. Tem a extrema direita brasileira para se servir dela.

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